Tias tios mãe .
Minha tia Maria Luísa um doce ,que me enchia de guloseimas e doces beijos .
Minha tia Maria do Carmo que nem um coronel saía botando ordem no quartel.
Minha tia Maria Augusta frágil por fora de aço por dentro .
Minha tia Maria Eunice a mais linda e elegante porem a mais distante .
Meu tio José , foi feito numa forma de fazer sapo , para Preta um príncipe nato .
Meu tio João Batista levava-me para comer pastel com caldo de cana na Leão do Sul .
Meu tio Nonato lindo na sua alva farda , se foi ainda rapaz sem nunca olhar para trás .
Meu tio Noronha contemporâneo criado junto dos sobrinhos que viraram irmãos .
Maria Justa,mente a que veio com o nome trocado , injustamente equivocado .
domingo, 10 de junho de 2012
Medíocre mundo
As vezes encontro-me mergulhada
em minhas saudades , são tantas , inúmeras saudades .
Consigo andar nas nuvens , imensas , infinitamente densas .
posso tocá-las , senti-las , vislumbra-las .
Meus passos pesam de repente , caio num abismo
inóspito , longo .
Mas a esperança agarra-me , segura minha alma
impedido-a de sair de meu corpo já inerte .
Me sacode , e enfim acordo do êxtase provocado
pela minha ânsia de alcançar o que perdi .
E mesmo de olhos abertos ,vivo num sono profundo
muito alem , alem mar desse medíocre mundo.
Adriana Noronha .
As vezes encontro-me mergulhada
em minhas saudades , são tantas , inúmeras saudades .
Consigo andar nas nuvens , imensas , infinitamente densas .
posso tocá-las , senti-las , vislumbra-las .
Meus passos pesam de repente , caio num abismo
inóspito , longo .
Mas a esperança agarra-me , segura minha alma
impedido-a de sair de meu corpo já inerte .
Me sacode , e enfim acordo do êxtase provocado
pela minha ânsia de alcançar o que perdi .
E mesmo de olhos abertos ,vivo num sono profundo
muito alem , alem mar desse medíocre mundo.
Adriana Noronha .
sábado, 9 de junho de 2012
Verdes Mares
Eu tinha os Verdes Mares inteiro só pra mim ,
mergulhava sem medo nadando lá no fundo .
As ondas gigantes não me amedrontavam ,
suas espumas banhavam não só meu corpo , mas minha alma .
As vezes chovia , água doce e salgada misturavam-se , temperando ,
minha doce vida de adolescente .
Mas um dia cresci e descobri como é a vida longe do mar, insípida ,
e sem o Dragão do Mar por lá sempre a me zelar.
Eu tinha os Verdes Mares inteiro só pra mim ,
mergulhava sem medo nadando lá no fundo .
As ondas gigantes não me amedrontavam ,
suas espumas banhavam não só meu corpo , mas minha alma .
As vezes chovia , água doce e salgada misturavam-se , temperando ,
minha doce vida de adolescente .
Mas um dia cresci e descobri como é a vida longe do mar, insípida ,
e sem o Dragão do Mar por lá sempre a me zelar.
Vendedor de picolés
Sob olhares anônimos numa rua asfaltada e estreita
meus sapatos de boneca levam-me ao colégio .
Acelero o passo , rostos pálidos , opacos , cinzentos
bocas com batons encarnados .
Transeuntes , pessoas , gente , multidão entre carros e fumaça
todos sozinhos dentro de si , fechados ao mundo a tudo .
Minha farda escolar , meus livros e, uma trança nos longos cabelos
paro uns instantes, ouço your song - Billy Paul , parei fiquei estacionei
ô ô ô ô ô ô ô um vendedor de picolés me derrubou .
Sob olhares anônimos numa rua asfaltada e estreita
meus sapatos de boneca levam-me ao colégio .
Acelero o passo , rostos pálidos , opacos , cinzentos
bocas com batons encarnados .
Transeuntes , pessoas , gente , multidão entre carros e fumaça
todos sozinhos dentro de si , fechados ao mundo a tudo .
Minha farda escolar , meus livros e, uma trança nos longos cabelos
paro uns instantes, ouço your song - Billy Paul , parei fiquei estacionei
ô ô ô ô ô ô ô um vendedor de picolés me derrubou .
Flor no cimento
Como uma flor que floresce nua
num chão duro de cimento ,
Eu sou , só uma estranha sobrevivente
porém nunca demente .
Enterro aqui meu lamento , hoje vou à luta ,
à vida , corro na rua , roubo a própria lua .
Rodopio no céu , alcanço o firmamento , eu sei
eu hei de ser no mínimo , no mundo algo muito
melhor que voce .
Como uma flor que floresce nua
num chão duro de cimento ,
Eu sou , só uma estranha sobrevivente
porém nunca demente .
Enterro aqui meu lamento , hoje vou à luta ,
à vida , corro na rua , roubo a própria lua .
Rodopio no céu , alcanço o firmamento , eu sei
eu hei de ser no mínimo , no mundo algo muito
melhor que voce .
terça-feira, 5 de junho de 2012
Felicidade
É a mãe o pai os irmãos ,
casa barulhenta desarrumada ,
bicicleta ,comida ,suco de mastruz ,
bolo de carimã , ambos horríveis !
É a casa na serra , as viagens de trem ,
as brigas brincadeiras e surras , cinco gatos , doze cães ,
o colégio de freiras , o quintal enorme ,
o Jeep , o mar , tias , tios , primos , inimigos ,
catapora ,é a vida que hoje não tenho mais .
É a mãe o pai os irmãos ,
casa barulhenta desarrumada ,
bicicleta ,comida ,suco de mastruz ,
bolo de carimã , ambos horríveis !
É a casa na serra , as viagens de trem ,
as brigas brincadeiras e surras , cinco gatos , doze cães ,
o colégio de freiras , o quintal enorme ,
o Jeep , o mar , tias , tios , primos , inimigos ,
catapora ,é a vida que hoje não tenho mais .
A vejo mergulhada em si
e calada observo-a , ela não me vê .
Suas mãos acariciam as teclas do piano ,
que lhe respondem em melodia .
Consegue flutuar , flanar ,
E as teclas pretas e brancas juntas ?
A harmonia do ébano e marfim ,
subitamente quem amo entra na sala .
Para ela a magia acaba ,
ele é mulato , lindo !
Ela fidalga , racista ,
fecha o piano, não lembra .
Que o negro e branco estão juntos ,
e eu estou entre os dois .
e calada observo-a , ela não me vê .
Suas mãos acariciam as teclas do piano ,
que lhe respondem em melodia .
Consegue flutuar , flanar ,
E as teclas pretas e brancas juntas ?
A harmonia do ébano e marfim ,
subitamente quem amo entra na sala .
Para ela a magia acaba ,
ele é mulato , lindo !
Ela fidalga , racista ,
fecha o piano, não lembra .
Que o negro e branco estão juntos ,
e eu estou entre os dois .
Assinar:
Postagens (Atom)