terça-feira, 21 de maio de 2013
BOLSA FAMILIA
" Antonia Damasceno viajou 170 quilômetros para tentar retirar o benefício. “Falaram que era um dinheiro extra, que a presidente estava mandando pra gente. Aí nós viemos de lá só com o dinheiro da passagem”.
Em Teresina, o boato era parecido. Foi difícil chegar aos caixas eletrônicos. “A informação que eu recebi é que a Dilma liberou, está dando para as mães, R$ 200 para o Dia das Mães”, conta outra beneficiária. "
Anunciaram e garatiram que o Bolsa Familia ia se acabar , por causa disso milhares de pessoas correram às agencias para receberem um bônus dado pela nossa " Presidenta " .
Uma piada se não fosse TRÁGICO , pessoas aglomerando-se em filas gigantescas , mulheres , idossos , crianças de colo , uma cena digna do grande classico de Victor Hugo , OS MISERÁVEIS .
O governo brasileiro criou uma legião de desocupados miseravelmente remunerados , que contentam-se com migalhas , ao inves de exigir politicas publicas de geração de emprego e renda ...
Porem como essa legião pode exigir algo , se eles não tem cultura para tal feito ?
Os idosos sustentam os jovens .
Os jovens compram celulares caros mas não tem R$ 0,25 para uma ligação .
As meninas parindo para receber o auxilio maternidade .
E as redes socias abarrotadas de alienados e analfabetos funcionais .
Enquanto isso o " governo " lesando os LESADOS .
Mais de um bilhão gastos num metrô que nunca circulou .
Bilhões sendo gastos com a Copa .
A saúde morta .
A educação agonizando .
Politicos querendo tirar o poder do SUPREMO .
E um barbudo em processo de virar " santo "
Então esta pronto o Retrato falado do BRASIL .
Um retrato mal falado .
Do quinto dos infernos .
Adriana Noronha
sexta-feira, 17 de maio de 2013
A caixa
Se um dia passares por aqui ,
roubar-te-hei tua caixa .
Se um dia voltares por aqui ,
a perguntar-me por ela .
Te direi .
Não vi , não sei ...
E ai sim , vou invadir esse teu
mundo encantado .
Vou percorrer por entre teus
desenhos .
Andarei horas sem fim ,
a procura dessa magia .
Molharei meus pés naquelas
aquarelas .
Contarei as cores que enfeitam
as janelas .
Buscarei os raios que roubastes
do próprio astro Rei .
Mas tambem não sei se teria
coragem pra tanto .
E escondida num canto ,
invejo o teu encanto .
Eu posso queima-la !
Não adianta
ela apenas
guarda
o que
da tua
mente não
posso roubar .
Adriana Noronha
Essa caixa semelhante a de
Pandora .
Se um dia passares por aqui ,
roubar-te-hei tua caixa .
Se um dia voltares por aqui ,
a perguntar-me por ela .
Te direi .
Não vi , não sei ...
E ai sim , vou invadir esse teu
mundo encantado .
Vou percorrer por entre teus
desenhos .
Andarei horas sem fim ,
a procura dessa magia .
Molharei meus pés naquelas
aquarelas .
Contarei as cores que enfeitam
as janelas .
Buscarei os raios que roubastes
do próprio astro Rei .
Mas tambem não sei se teria
coragem pra tanto .
E escondida num canto ,
invejo o teu encanto .
Eu posso queima-la !
Não adianta
ela apenas
guarda
o que
da tua
mente não
posso roubar .
Adriana Noronha
Essa caixa semelhante a de
Pandora .
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Devora-te .
Eis que agora ela evita experimentar .
Do próprio veneno .
Corre prá um lado !
Para o outro lado corre tambem .
Mas nada há .
Há dias negros .
Os negros dias chegaram .
Apagou-se a Luz .
Que Luz ?
As trevas estão em seu intimo .
E aqui pra nós ...
A luz do Sol não te alcança .
O remorso é teu maior peso .
Não podes voar .
Rastejar talvez seja teu fim .
O fim pode ser o começo .
O começo de uma nova era .
Era uma vez uma criatura .
Que pensava que era .
Mas realmente nunca foi .
Nunca foi gente .
E agora ?
Decifra-te
ou
Devora-te .
Adriana Noronha
Eis que agora ela evita experimentar .
Do próprio veneno .
Corre prá um lado !
Para o outro lado corre tambem .
Mas nada há .
Há dias negros .
Os negros dias chegaram .
Apagou-se a Luz .
Que Luz ?
As trevas estão em seu intimo .
E aqui pra nós ...
A luz do Sol não te alcança .
O remorso é teu maior peso .
Não podes voar .
Rastejar talvez seja teu fim .
O fim pode ser o começo .
O começo de uma nova era .
Era uma vez uma criatura .
Que pensava que era .
Mas realmente nunca foi .
Nunca foi gente .
E agora ?
Decifra-te
ou
Devora-te .
Adriana Noronha
domingo, 5 de maio de 2013
Eu vou viver essa alegria .
Me deu vontade de ir ver aquela mulher senil .
Empurrar sua cadeira .
Ouvir sua voz .
Deixar que ela me veja e me chame de Cumade Cirninha .
Antes que ela me esqueça de vez .
Ou me confunda com outra filha , muito ocupada .
Perdão aos meus alunos , serão só três dias de falta .
A velhice não espera .
Será que a verei no Natal ?
Aniversário ?
Não importa , eu vou agora .
E lá vamos cantar como nos nossos tempos de outrora .
Mãe !
Agente só tem uma .
E todas elas são magicamente iguais .
Maria Justa !
Tô chegando .
Ao telefone me falou ; ingrata vem me ver !
Tô indo te ver em vida .
Vida minha .
Adriana Noronha
Pati pata pata
" Muitos falam muito em humildade, mas os seus corações só possuem rancor, ódio e maldades..... "
Será mesmo ?
E quele velho ditado : Quem disso usa , disso cuida .
E um dos mandamentos que diz :
Não se levantará em falsos testemunhos .
A vida é tão curta .
Rancor é pouco .
Ódio é para os néscios .
Maldade , aí sim acertastes em cheio .
Tua maldade foi tão grande que te cegou os olhos .
Vistes o diabo invertido .
O mal não sou eu !
E tu sabes bem disso .
Teu coração sabe .
O mal não somos nós .
Lembra que coisa boa era , nós juntas ?
Lembra não !
Se lembrasse teria me abraçado , pegado minha mão , me conduzido , como sempre o fizestes .
Mas não !
Me tirastes aquilo que mais gostava , casa cheia .
Vamos em frente !
Quem sabe um dia ...
Adriana Noronha .
sexta-feira, 3 de maio de 2013
De graça
É bem mais fácil só amar .
Deixar de lado as mágoas , os mal entendidos , o disse-me disse .
Talvez seja mais fácil apenas só amar .
Amar muito , esquecer tudo de ruim que passou , recolher os retalhos e fazer uma colcha novinha .
Pôr a mesa , encher de pratos coloridos , numa linda toalha de anaruga amarela ,
espalhar copos cheios de alegria .
E vivermos aqueles dias de casa cheia , cheia de gente .
Gente , é dificil amar .
É dificil amar gente !
E mais fácil amar o dinheiro .
E foi ele que nos separou , cem mil parece muito ?
Talves pra voce !
Todos as manhãs abro minha janela aos céus .
Ouço pássaros a cantar , o vento soprar , e assim vou trabalhar , e à noite vejo todas as estrelas que há .
Viu , pra ser feliz não é preciso nada comprar .
As melhores coisas do Mundo , Deus , de graça nos dá .
Adriana Noronha
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Canção de ninar
Minha mente é tão , tão louca que ainda lembro quando
alguém cantava para eu dormir , dizendo que a Cuca ia me pegar .
E o Boi da Cara Preta , era enorme , gigantemente voraz ,
e ficava lá fora a me espreitar .
Dorme que o Véio , já vem te buscar ,
acho que era meu avô Seu Chiquim .
E o Bicho ?
Tinha sete cabeças e os cabelos eram como correntes enferrujadas
e cheias de graxa .
Ave , pense num ser tenebroso cheio de olhos de fogo .
A lagartixa na parede era do tamanho de um crocodilo .
E na caixinha de música tocava Carmina Burana - O Fortuna , aí sim
o terror aumentava .
Aqueles tambores de som oco , parecendo ondas batendo em pedras
fumegantes , incandescentes .
E as vozes , pareciam dezenas de fantasmas vestidos a caráter , para um
grande baile de horrores .
Isso sem falar no frio calafrio , que calava até minha voz , e muda ficava ,
mas lá no meu intimo , gritava .
E aquelas criaturas do mundo da imaginação dos que ninam as crianças , como foram ninados não morrem .
Só mudam de uma casa para outra casa .
Ai eu cresci , meus filhos tambem cresceram .
Mas nas noites de frio , apago a luz durmo e trago todos eles para minha casa outra vez , e assim vivo feliz tentando fazer medo a também a voces .
Adriana Noronha
Minha mente é tão , tão louca que ainda lembro quando
alguém cantava para eu dormir , dizendo que a Cuca ia me pegar .
E o Boi da Cara Preta , era enorme , gigantemente voraz ,
e ficava lá fora a me espreitar .
Dorme que o Véio , já vem te buscar ,
acho que era meu avô Seu Chiquim .
E o Bicho ?
Tinha sete cabeças e os cabelos eram como correntes enferrujadas
e cheias de graxa .
Ave , pense num ser tenebroso cheio de olhos de fogo .
A lagartixa na parede era do tamanho de um crocodilo .
E na caixinha de música tocava Carmina Burana - O Fortuna , aí sim
o terror aumentava .
Aqueles tambores de som oco , parecendo ondas batendo em pedras
fumegantes , incandescentes .
E as vozes , pareciam dezenas de fantasmas vestidos a caráter , para um
grande baile de horrores .
Isso sem falar no frio calafrio , que calava até minha voz , e muda ficava ,
mas lá no meu intimo , gritava .
E aquelas criaturas do mundo da imaginação dos que ninam as crianças , como foram ninados não morrem .
Só mudam de uma casa para outra casa .
Ai eu cresci , meus filhos tambem cresceram .
Mas nas noites de frio , apago a luz durmo e trago todos eles para minha casa outra vez , e assim vivo feliz tentando fazer medo a também a voces .
Adriana Noronha
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