Obscura
O manto escuro da noite não me mete medo
as estrelas estão ali em algum lugar ...
As criaturas noturnas não me assombram
elas só vagam livres , livres ao sereno .
Aquela estrada vazia é minha companheira
afinal ela leva-me pra casa .
A Lua vez ou outra muda de forma , afina , escurece ,
as vezes e só um arco , mas sempre brilha pra mim .
E o meu caminho noturno vem cheio de lembranças ,
e pressa em chegar ...
Ah, o carro , quentinho , veloz , som de um rock estridente
um cachorro que atravessa , as vezes um preto gato ...
Ao longe vejo a janela , luzes acessas alguém a me esperar
as vezes acordando , de vez em quando dormindo , mas sempre a me esperar .
Ao portão eis que a sabedoria encontro , uma criatura noturna de olhos de
fogo , ali parada ,quieta , firme , observando-me .
Ela olha , olha , não sei o que ela vê , fico alguns segundos parada , talvez
extasiada de crer que essa criatura da noite é dócil , doce , mansa ...
Portanto a única coisa que já temi foi uma criatura andante , de passos errantes ,
silenciosa e nefasta ...
Que ainda existe , porém esta bem longe de mim , e estou livre de meu maior
pesadelo por séculos sem fim .
Assim são meus caminhos noturnos , o manto escuro da noite é mais claro que
uma pessoa obscura ...
Adriana Noronha
terça-feira, 2 de setembro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
Sapatos alados Hoje eu acordei muito alegre ,senti o aroma do café invadindo nossa casa ,leite derramando , um cuscuz feito no prato coberto com um pano limpinho e úmido , suco de caju ,ovos , manteiga Itacolomi , uma mesa farta e cheia de meninos e meninas ...
Muita gente , algaravia , confusão , um cubano acesso na mão do papai , mamãe contando as cabeças e conferindo os pratos e xicaras de fina porcelana , minha vida .
Olhei o relógio que badalou seis da matina , vesti minha farda colegial e calcei meus mágicos sapatos de boneca , sapatos de menina ...
Eu adorava estar dentro deles , no rádio tocava your song , aqueles sapatos alados assim como meu coração seguiam junto comigo pelas ruas cheias de gente , carros , barulho , fumaça , semáforos , correria , e assim eu ia , assim eu vivia ...
Á frente do Colégio carros parando , meninas descendo e adentrando , um mundo de conhecimento a nos esperar , hipocôndrias , numeros primos , semântica , a soma dos quadrados dos catetos , golpe de 64 , angulo obtuso , tabela periódica , recreio , sorvete ,
piano , bordados , artesanato ,educação fisica ,freiras , vigilância , traquinagem , disciplina e um grande amor dentro do coração era assim minha vida de menina ...
A volta para casa , de novo ruas cheias de gente , carros , barulho , fumaça , semáforos , correria , e assim eu ia , assim eu vivia ...
Adriana Noronha
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Felicidade é ...
Ver a aurora
acordar fora de hora .
Pendurar muitas roupas no varal
ter flores vermelhas no quintal .
Um gato a miar
um cachorro sempre a te acompanhar .
Uma casa para arrumar
muitas pessoas pra bagunçar .
Frutas no pomar
hortaliças para a comida aromatizar .
Os quartos dos meninos
que cresceram ...
da moça que é estudante ,
Saudades da moça gestante
que trará o melhor presente .
E o marido na eterna labuta
homem de invejada conduta .
Ter muitos santos no altar
uma casa pra chamar de lar .
Uma saudade eterna no coração
Ser mãe
ter mãe e muitos irmãos e irmãs .
ser professora , ou melhor , educadora .
Felicidade é ...
Ser a aurora
ontem hoje e agora .
Adriana Noronha
Ver a aurora
acordar fora de hora .
Pendurar muitas roupas no varal
ter flores vermelhas no quintal .
Um gato a miar
um cachorro sempre a te acompanhar .
Uma casa para arrumar
muitas pessoas pra bagunçar .
Frutas no pomar
hortaliças para a comida aromatizar .
Os quartos dos meninos
que cresceram ...
da moça que é estudante ,
Saudades da moça gestante
que trará o melhor presente .
E o marido na eterna labuta
homem de invejada conduta .
Ter muitos santos no altar
uma casa pra chamar de lar .
Uma saudade eterna no coração
Ser mãe
ter mãe e muitos irmãos e irmãs .
ser professora , ou melhor , educadora .
Felicidade é ...
Ser a aurora
ontem hoje e agora .
Adriana Noronha
O tempo vindouro
Os sons dos tempos vindouros ,chegam aos meus ouvidos , as batidas
já estão na porta da frente .
Será que o tempo virá assim tão repentinamente ?
Afinal ainda há tanto o que vivermos !
Queria poder adormecer o tempo ...
Acalmar os ventos !
Adiar o dia do meu lamento .
Eu fico sem jeito , calada , afogada na incerteza da vida .
Mas com a firme esperança de girar em volta de mim , e tornar a vê-la a cuidar da gigante prole .
Quero tentar reviver , pois no fundo sou aquela eterna criança , que não desejou crescer e não soube como amadurecer .
O tempo bem que poderia me esquecer !
Muito falam que o amor é paz .
Mas pra mim ele nunca jaz .
Muitos mundos , num só mundo ...
Muitos caminhos , longincuos caminhos .
Mas que nos levam de volta sempre ao mesmo LAR .
E todos nós queremos LAR ficar ...
Lar bem pertinho de voce .
Eu não posso morrer de amor e por amor não posso calar .
Só quero que tu voltes ao teu devido lugar .
Os sons dos tempos vindouros ,chegam aos meus ouvidos , as batidas
já estão na porta da frente .
Será que o tempo virá assim tão repentinamente ?
Afinal ainda há tanto o que vivermos !
Queria poder adormecer o tempo ...
Acalmar os ventos !
Adiar o dia do meu lamento .
Eu fico sem jeito , calada , afogada na incerteza da vida .
Mas com a firme esperança de girar em volta de mim , e tornar a vê-la a cuidar da gigante prole .
Quero tentar reviver , pois no fundo sou aquela eterna criança , que não desejou crescer e não soube como amadurecer .
O tempo bem que poderia me esquecer !
Muito falam que o amor é paz .
Mas pra mim ele nunca jaz .
Muitos mundos , num só mundo ...
Muitos caminhos , longincuos caminhos .
Mas que nos levam de volta sempre ao mesmo LAR .
E todos nós queremos LAR ficar ...
Lar bem pertinho de voce .
Eu não posso morrer de amor e por amor não posso calar .
Só quero que tu voltes ao teu devido lugar .
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Tambem sou assim Lasciva
, arrogante , por vezes estupida ,
ignorante , dissimulada , falsa , ignóbil ,
pernóstica , indecisa , maléfica,
desconfiada , mascarada , dura , débil , preguiçosa, mentirosa
indecente ,
odiosa , fraca , desajeitada , insana ...
Então a noite passa , saio desse transe , acordo e vou viver normalmente .
Vou viver fora de mim .
Adriana Noronha
terça-feira, 1 de julho de 2014
Lar longe Tarde da noite acordei com o barulho dos pavões
os cachorros ladravam , as galinhas se espalharam os gansos agitaram-se ,chocalhos tilintavam ,os pássaros arribaram tudo acordou menos os que aqui dormiam ...
O frio cortava qualquer viva alma , olhei pela janela e lá estava ela , e minha fogueira
na malhada da casa ainda ardia ...
Desci as escadas e fui até lá fora ,e vi que de prateado a Lua pintava meu refugio escondido , sentei e fiquei ali e ali fiquei fitando aquela que veio minha noite enfeitar e iluminar .
E como mágica voltei ao meu lar , lar bem longe , lar longe daqui , caminhei por entre as arvores , e na casa entrei , todos tambem dormiam , e eu estava ali o olha-los em seu sono dos justos ...
Justamente eu , que nunca deveria de lar ter saido , nunca deveria ter crescido e fugido para longe de lar , e antes do raiar do dia a Lua veio e mostrou-me ...
Que lar ,não é mais o meu lugar ,e eu dei mais uma olhada em meu pai ,minha mãe e meus irmãos e irmãs , que outrora me fizeram tão feliz ...
O que foi que eu fiz ?
Cresci , foi mesmo ó !
Cresci ...
Então me deu saudade do meu refúgio escondido ,longe das buzinas das grandes avenidas e das esquinas , e lá vi que poderia tambem ser aquela feliz menina .
E de novo minha Lua me trouxe inteira para meu real LAR , aqui pertinho de mim meus filhos e filhas e aquele que Deus fez questão de me presentear ...
E devagarinho a Lua beijei , entrei em meu Lar meus filhos dormindo olhei , e no lugar mais seguro que existe me aninhei ...
E senti o calor de uma alma que fundiu-se a minha ...
Eu vim de lar longe e encontrei tambem um LAR DOCE LAR .
Adriana Noronha
Duas faces
Tenho duas faces
um lado ruim e o outro pior ...
Meus sonhos não me permitem ser bom , os bons
sempre esmagados morrem , morrem e morrem ...
O Mundo é daqueles que tem duas facetas
eles enfeitam de flores seus inimgos , e esfolam seus
cosanguíneos ...
A roda que gira o Mundo é a ganância , opulência , é a
demência , de sempre querer mais ,querer até o que não é
teu !
Os olhos só vêem aquilo que acreditam ser real , e realmente é bem melhor
ser o melhor de todos , mesmo que para isso tenhamos que enterrar velhos
valores , e semear futuros rancores .
E a vida segue a vida passa , o relógio gira , o Sol se vai , a Lua surge , a chuva
molha , o rio seca e torna a transbordar em correntes que tudo arrastam , que
tudo derrubam ,deixando o leito da vida nú ...
E eu vou vivendo , entre os vivos que pensam existir , pois os mortos já estão mortos
e a humanidade corre para longe , longe de si ...
Os céus estão ali , passando , movendo-se , e passando por nós que nunca o comtemplamos .
O único céu que ora merecemos talves seja a abobada selvagem da boca da onça ,
ledo engano ...
Os selvagens somos nós , que escondemos lá dentro aquilo que nunca seremos ,pois
somos uma xerox de alta resolução daquilo que chamamos Mundo Cão !
Nos distanciamos da evolução , estamos desevoluindo e dilindo nossas esperanças , pois a esperança é o pior mal que nos foi legado ...
Não sabemos usar o último item da caixa da tal Pandora !
E agora ?
Sei lá , acho que vou deixar tudo como esta !
Eu não busco nada ,pois sei que lá nada vou achar ...
Adriana Noronha
Tenho duas faces
um lado ruim e o outro pior ...
Meus sonhos não me permitem ser bom , os bons
sempre esmagados morrem , morrem e morrem ...
O Mundo é daqueles que tem duas facetas
eles enfeitam de flores seus inimgos , e esfolam seus
cosanguíneos ...
A roda que gira o Mundo é a ganância , opulência , é a
demência , de sempre querer mais ,querer até o que não é
teu !
Os olhos só vêem aquilo que acreditam ser real , e realmente é bem melhor
ser o melhor de todos , mesmo que para isso tenhamos que enterrar velhos
valores , e semear futuros rancores .
E a vida segue a vida passa , o relógio gira , o Sol se vai , a Lua surge , a chuva
molha , o rio seca e torna a transbordar em correntes que tudo arrastam , que
tudo derrubam ,deixando o leito da vida nú ...
E eu vou vivendo , entre os vivos que pensam existir , pois os mortos já estão mortos
e a humanidade corre para longe , longe de si ...
Os céus estão ali , passando , movendo-se , e passando por nós que nunca o comtemplamos .
O único céu que ora merecemos talves seja a abobada selvagem da boca da onça ,
ledo engano ...
Os selvagens somos nós , que escondemos lá dentro aquilo que nunca seremos ,pois
somos uma xerox de alta resolução daquilo que chamamos Mundo Cão !
Nos distanciamos da evolução , estamos desevoluindo e dilindo nossas esperanças , pois a esperança é o pior mal que nos foi legado ...
Não sabemos usar o último item da caixa da tal Pandora !
E agora ?
Sei lá , acho que vou deixar tudo como esta !
Eu não busco nada ,pois sei que lá nada vou achar ...
Adriana Noronha
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