O que são palavras vazias ?
O vazio existe entre as palavras ?
Eu não sei dizer,
não sei calar
não sei viver,
não sei aprender,
e também não sei morrer .
E assim vou vagando,
nesse mundo vago,
onde não há vaga para mim .
E as palavras vazias preenchem
o meu oco pensamento
esse pensamento que vagueia
na minha alma alheia .
Alheia a tudo,
alheia ao Mundo .
um Mundo fundo
repleto de palavras vazias
e profundamente rasas e frias .
domingo, 31 de julho de 2016
sábado, 30 de julho de 2016
Vi um arco-íris ao longe
e ele estava cheio de gente oprimida
cheio de gente querendo apenas viver a sua vida .
E vi tambem um povo opressor cheio de normas fingidas
cheio de normatividade que anulavam aquela gente colorida
e por vezes brutalmente reprimida .
E os opressores jogavam no arco-íris suas negras regras ,
suas regras negras de como se deve ser ,como se deve proceder
de como se deve viver e ser ...
Por tempos atrás fui opressora , por ter sido oprimida , e na minha lida
repeti as mazelas sofridas , as sofridas mazelas que ferem , corroem ,
destroem aquilo que somos .
E o arco-íris teve pra mim outro significado , o de lutar junto com aqueles
que tem no mundo um legado , o legado de lutar contra os opressores disfarçados
de boas criaturas, que no fundo são sub julgados pela própria existência de
ser aquilo que nunca foram e que nunca devem ser .
O arco-íris aumenta e suas cores absorvem o Mundo ,
eles só querem amar , e tambem serem amados , serem respeitados , serem
apenas o que são .
E os opressores devem se despir de sua falsa moral , sua moral falsa que por vezes
os tornam ,os ceifadores da vida daqueles que só querem amar , amar ,amar e o mar
de normatividades os afoga , e as ondas violentas da intolerância arrastam pro fundo
desse mar amargo suas vidas cheia de cores .
Deixando a vida cheia de dores ...
Quem sabe poderemos ver um arco-iris
cheio de gente
cheia de vida
cheio de gente apenas
querendo viver
sua colorida vida ...
e ele estava cheio de gente oprimida
cheio de gente querendo apenas viver a sua vida .
E vi tambem um povo opressor cheio de normas fingidas
cheio de normatividade que anulavam aquela gente colorida
e por vezes brutalmente reprimida .
E os opressores jogavam no arco-íris suas negras regras ,
suas regras negras de como se deve ser ,como se deve proceder
de como se deve viver e ser ...
Por tempos atrás fui opressora , por ter sido oprimida , e na minha lida
repeti as mazelas sofridas , as sofridas mazelas que ferem , corroem ,
destroem aquilo que somos .
E o arco-íris teve pra mim outro significado , o de lutar junto com aqueles
que tem no mundo um legado , o legado de lutar contra os opressores disfarçados
de boas criaturas, que no fundo são sub julgados pela própria existência de
ser aquilo que nunca foram e que nunca devem ser .
O arco-íris aumenta e suas cores absorvem o Mundo ,
eles só querem amar , e tambem serem amados , serem respeitados , serem
apenas o que são .
E os opressores devem se despir de sua falsa moral , sua moral falsa que por vezes
os tornam ,os ceifadores da vida daqueles que só querem amar , amar ,amar e o mar
de normatividades os afoga , e as ondas violentas da intolerância arrastam pro fundo
desse mar amargo suas vidas cheia de cores .
Deixando a vida cheia de dores ...
Quem sabe poderemos ver um arco-iris
cheio de gente
cheia de vida
cheio de gente apenas
querendo viver
sua colorida vida ...
sábado, 14 de maio de 2016
O encanto de desencantar
de acreditar desacreditando
de sorrir chorrando
de amar odiando
de correr parando
de viver morrendo
de sonhar nulos sonhos
de falar a verdade mentindo
de estar feliz sofrendo
de olhar e não ver
de tecer e desmanchar
de lavar o sujo
sujar o limpo
de virar cinza e petrificar a alma
minha mão na sua não
ternura medonha
criatura dantesca
esqueça lembrando sempre
o nada que me enche
o meu sim que tudo nega
a saudade que me invade
o punhal de teu opaco olhar
a sombra medonha
invadindo meu ego
o frio vento que me queima
meu corpo sem alma
sem viva alma
minha mão sem palma
a paz que não me acalma .
Um adeus brevemente longo
um trem sem trilhos
sem gente
e uma cabeça demente .
O que são verdadeiros irmãos ?
São aqueles que te protegem,
aqueles que te dão a mão no escuro,
e num simples olhar amansam teu coração ?
São aqueles que vão te buscar na escola,
te protegem das inevitáveis quedas,
e acreditam em você ?
São aqueles feitos da mesma carne ,
tem o mesmo sangue,
e comungam do mesmo nome,e sobrenome ?
aqueles que te dão a mão no escuro,
e num simples olhar amansam teu coração ?
São aqueles que vão te buscar na escola,
te protegem das inevitáveis quedas,
e acreditam em você ?
São aqueles feitos da mesma carne ,
tem o mesmo sangue,
e comungam do mesmo nome,e sobrenome ?
Ou são criaturas que ao sair ao mundo,
mudam sua índole pueril
enterrando toda aquela alegria infantil ?
São criaturas transformadas pelas mazelas da sociedade
e sem a mínima decência usam da mais fria maldade
agem por instinto parecendo LOBO FAMINTO.
O tempo comeu nossa fraternidade ,
nos jogou espalhados pelas cidades ,
não somos mais uma irmandade , talvez o peso da idade ,
com voracidade nos rasgou as carnes ,nos furou os olhos mareados
de salgadas lágrimas .
mudam sua índole pueril
enterrando toda aquela alegria infantil ?
São criaturas transformadas pelas mazelas da sociedade
e sem a mínima decência usam da mais fria maldade
agem por instinto parecendo LOBO FAMINTO.
O tempo comeu nossa fraternidade ,
nos jogou espalhados pelas cidades ,
não somos mais uma irmandade , talvez o peso da idade ,
com voracidade nos rasgou as carnes ,nos furou os olhos mareados
de salgadas lágrimas .
E assim eles reúnem-se num teatro macabro,numa casa sem vida,
pensando somente na partilha, esquecendo-se da vida ,da vida vivida em harmonia , esquecendo-se dos dias em que éramos meninos e meninas,
filhos e filhas .
pensando somente na partilha, esquecendo-se da vida ,da vida vivida em harmonia , esquecendo-se dos dias em que éramos meninos e meninas,
filhos e filhas .
Rogo a ti DEUS !
não me abandona,
me deixa acreditar que,
entre tantos ainda exista
um que me proteja
me dê a mão no escuro
e diga que acredita em mim
e num simples olhar amanse meu coração .
não me abandona,
me deixa acreditar que,
entre tantos ainda exista
um que me proteja
me dê a mão no escuro
e diga que acredita em mim
e num simples olhar amanse meu coração .
quarta-feira, 30 de março de 2016
Vejo , via
Não consigo enxergar as coisas boas da vida
as coisa boas de outrora ...
As coisas que vejo são todas efêmeras ,impalpáveis , intocáveis ,
virtuais , inexistentes e nulas .
Vejo bebês abandonados ,gerados numa noite alucinante e obscura
Vejo crianças perdendo a inocência , aprendendo muito cedo a maior mácula dos adultos ,a indecência .
Vejo os jovens vegetando em suas redes sociais que os carregam para um fosso profundo .
Vejo os pais perdidos ao vento ,querendo inutilmente acompanhar os novos negros tempos .
Vejo os idosos jogados à própria sorte ,alimentando um prole que não é sua ,esperando somente a hora da morte .
Vejo professores sem o ânimo na profissão ,passando em procissão para um lugar chamado colégio ,onde só há sortilégio .
Não consigo enxergar as coisas boas da vida
as coisas boas de outrora ...
Via bebês gerados com amor e cercados de carinho .
Via crianças no parque, nas ruas , brincando de amarelinha,tocando a campainha da vizinha e correndo alegre pela chuva de tardinha .
Via os jovens lutando por dias melhores , em suas passeatas pacíficas pedindo um mundo melhor , mais educação .
Via os pais trabalhando pelo pão de cada dia, e ao chegar em casa tudo era alegria ,pois sabiam que na escola seu filho ou filha evoluía .
Via os idosos rodeados de bons filhos e netos apaixonados que ouviam suas histórias fantásticas e cheias de fantasias e assombrações .
Via professores cheios de entusiasmo, que davam aulas recheadas de novidades, sabíamos o nome de todas as cidades do Mundo .
Não consigo enxergar as boas coisas da vida
a coisas boas de outrora ...
Fui eu também o culpado do Mundo ter girado ao contrário ?
Adaptei-me aos tempos ?
Perdi o encanto ?
Ou só fiquei no canto ?
Vendo tudo mudar ?
Olhando simplesmente o arco-íris apagar ...
Olhava,olhava,olhava
minha língua falava
ralhava
debochava
e o punhal da amargura veio pontiagudo ,pondo fim às coisas boas da vida ,as coisa boas de outrora .
as coisa boas de outrora ...
As coisas que vejo são todas efêmeras ,impalpáveis , intocáveis ,
virtuais , inexistentes e nulas .
Vejo bebês abandonados ,gerados numa noite alucinante e obscura
Vejo crianças perdendo a inocência , aprendendo muito cedo a maior mácula dos adultos ,a indecência .
Vejo os jovens vegetando em suas redes sociais que os carregam para um fosso profundo .
Vejo os pais perdidos ao vento ,querendo inutilmente acompanhar os novos negros tempos .
Vejo os idosos jogados à própria sorte ,alimentando um prole que não é sua ,esperando somente a hora da morte .
Vejo professores sem o ânimo na profissão ,passando em procissão para um lugar chamado colégio ,onde só há sortilégio .
Não consigo enxergar as coisas boas da vida
as coisas boas de outrora ...
Via bebês gerados com amor e cercados de carinho .
Via crianças no parque, nas ruas , brincando de amarelinha,tocando a campainha da vizinha e correndo alegre pela chuva de tardinha .
Via os jovens lutando por dias melhores , em suas passeatas pacíficas pedindo um mundo melhor , mais educação .
Via os pais trabalhando pelo pão de cada dia, e ao chegar em casa tudo era alegria ,pois sabiam que na escola seu filho ou filha evoluía .
Via os idosos rodeados de bons filhos e netos apaixonados que ouviam suas histórias fantásticas e cheias de fantasias e assombrações .
Via professores cheios de entusiasmo, que davam aulas recheadas de novidades, sabíamos o nome de todas as cidades do Mundo .
Não consigo enxergar as boas coisas da vida
a coisas boas de outrora ...
Fui eu também o culpado do Mundo ter girado ao contrário ?
Adaptei-me aos tempos ?
Perdi o encanto ?
Ou só fiquei no canto ?
Vendo tudo mudar ?
Olhando simplesmente o arco-íris apagar ...
Olhava,olhava,olhava
minha língua falava
ralhava
debochava
e o punhal da amargura veio pontiagudo ,pondo fim às coisas boas da vida ,as coisa boas de outrora .
terça-feira, 15 de março de 2016
Tô de saco cheio do Mundo lá fora .
do barulho das mentes ocas ,
da sinfonia de buzinas enlouquecidas,
tenho medo dos latrocidas .
Não passo mais naquelas ruas estreitas,
lá espreitam minha bolsa,
teu tênis,
e aquilo chamado celular .
As crianças são cobiçadas,
as mulheres bulinadas,
os homens mortos por jovens tortos,
nas esquinas sombrias .
Nas escolas compramos drogas,
nas salas alunos sem rumo,
professores sem prumo,
enquanto a educação rumina ...
Procuro as flores,
elas estão cheias de fétidos odores,
as arvores respiram fuligem,
e banham-se de ácidas chuvas .
Olho ao longe ,ao infinito,
e não vejo mais o horizonte,
nem os belos montes ,
nem monges .
A multidão passa num vai e vem,
e freneticamente andam e andam e andam,
e não se encontram , não se contam,
apenas se esbarram ,se chocam , mas nunca se tocam.
Tô de saco cheio do Mundo lá fora
Então me tranco
não sinto o vento
não vejo o tempo ,
não saio ao sol ,
não vejo a lua ,
e minh'alma se esvai,
meu espírito sai,
eu não sou ,
não estou
e nem vou
não amo
não odeio
não leio ...
Tô tambem de saco cheio desse mundo que há dentro de mim ...
do barulho das mentes ocas ,
da sinfonia de buzinas enlouquecidas,
tenho medo dos latrocidas .
Não passo mais naquelas ruas estreitas,
lá espreitam minha bolsa,
teu tênis,
e aquilo chamado celular .
As crianças são cobiçadas,
as mulheres bulinadas,
os homens mortos por jovens tortos,
nas esquinas sombrias .
Nas escolas compramos drogas,
nas salas alunos sem rumo,
professores sem prumo,
enquanto a educação rumina ...
Procuro as flores,
elas estão cheias de fétidos odores,
as arvores respiram fuligem,
e banham-se de ácidas chuvas .
Olho ao longe ,ao infinito,
e não vejo mais o horizonte,
nem os belos montes ,
nem monges .
A multidão passa num vai e vem,
e freneticamente andam e andam e andam,
e não se encontram , não se contam,
apenas se esbarram ,se chocam , mas nunca se tocam.
Tô de saco cheio do Mundo lá fora
Então me tranco
não sinto o vento
não vejo o tempo ,
não saio ao sol ,
não vejo a lua ,
e minh'alma se esvai,
meu espírito sai,
eu não sou ,
não estou
e nem vou
não amo
não odeio
não leio ...
Tô tambem de saco cheio desse mundo que há dentro de mim ...
Pra voce minha querida prima Cleopatra Albuquerque
domingo, 13 de março de 2016
Viver
Ouvi o som do meu coração ,esqueci o som da liberdade vigiada
e assim pisei e travessei o arco-iris ...
E fui .
Fui em passos lentos , bem lentos , caminhando devagar ,deixando o tempo atrasado , enganando a vida que queria correr .
Mas a vida correu ...
O tempo veio e assim fui levada a viver a força , e a força dos deveres ,nos corta as pernas , nos
cega os olhos ,nos consome as forças ,nos engana , nos retalha as carnes já cansadas , inflama o coração que um dia foi doce e inocente , e o pior nos torna dementes .
Fingimos ser o que nunca seremos .
E fui atravessando aquele arco-íris , e na outra ponta não alcancei o que queria , não vi a luz do dia ,não vi ,não verei .
E voltei .
Mas a vida correu , o relógio não parou , a chuva cessou , o rio secou , o mar invadiu o vazio .
E o brio virou breu .
E lá ...
E lá se foi aquilo que nunca existiu , se extinguiu o sonho .
E o Mundo mostrou-se medonho,
tristonho
chato
opaco ...
E o ocaso ,foi o caso final
daquilo que reluzia
mas do outro lado não existia .
A bruma escondeu o caminho de volta ,e a revolta da vida ,é viver ,
é viver .
É apenas viver ,
e viver é o maior martírio daqueles
que tem medo de morrer .
Viver , viver
e ver o que nunca esta lá .
Viver , viver ,viver e nada aprender .
Assinar:
Postagens (Atom)