A caixa
Ele é capaz de colocar seus sonhos numa caixa .
E muitos nem sequer sonham .
nem tentam
não inventam
não pensam
não correm
não voam
não morrem
A vida é uma pintura
e as cores que numa paleta chamada vida ,
somos nós que escolhemos .
O branco é ermo ou paz ?
Vermelho , paixão ou solidão ?
Azul realeza ou pobreza ?
Amarelo ouro ou tolo ?
Verde nem existe , jaz !
E o preto ?
Esse sim o faz mergulhar
no infinito que dentro dele há .
Outros só borram as cores
só tem dores .
Mas ele rouba as cores de
todas rosas , ou serão flores ?
Adriana Noronha
sábado, 27 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Somos nós
No que estais pensando meu caro ?
Meu caríssimo irmão .
Para onde te levam as tuas saudades ,
as tuas reminiscências .
Estaria eu , em teus pensamentos ?
Ainda menina vi tu partir , e partiu
partindo a mim .
E os anos foram te levando para longe ,
bem longe daqui .
Muitos céus e terra passaram , e chuvas vieram ,
mas um brilho incomum surgiu .
E nele tu reapareceu , apagou-se o breu entre
tu e eu .
Não sou mais ateu , Deus estava entre nós
e mesmo estando a sós ,
Não somos mais tu e eu , agora somos nós ,
e o tempo vai voltar .
Pois mesmo sem muito demonstrar , eu pra sempre
vou te amar .
E esse teu pensamento eu quero decifrar , pois o meu sempre
em algum lugar , vai te buscar .
Adriana Noronha
terça-feira, 9 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
Fugir e nem fingir
À noite abri a janela de meu quarto
vi todas as estrelas .
Elas estavam ali a me chamar , com seu ofuscante
brilho .
Olhei-o e ele dormia num sono profundo , e assim eu pude
mergulhar em mim .
E lancei-me ao infinito , e mais uma vez meus sonhos me levariam
a alcançar as estrelas .
Mas antes amarrei meu pé numa tênue linha de fé , para voltar e não me perder dentro de mim .
E entre as mais belas estrelas caminhei , vi os meus que se foram antes de mim , não os despertei .
Segui mais à frente deparei-me com a Lua , mas ela ainda estava nua , e os anéis de Saturno alcancei .
Seus gases inebriavam minha alma caliente , olhei para baixo e vi minha janela aberta novamente .
E eu estava ausente , ausente de mim , e não podia fugir , e nem fingir que meu mundo era ali .
Pelo menos ainda não ...
E a linha de minha fé ainda no meu pé , fui puxando , puxando e acabei
voltando .
Retornando ao mundo real em que vivo , olhei de novo ao redor , tudo normal , tudo igual .
Mas minha janela , o portal para dentro de mim , estava aberto às estrelas que de novo estarão a esperar por mim .
Adriana Noronha
À noite abri a janela de meu quarto
vi todas as estrelas .
Elas estavam ali a me chamar , com seu ofuscante
brilho .
Olhei-o e ele dormia num sono profundo , e assim eu pude
mergulhar em mim .
E lancei-me ao infinito , e mais uma vez meus sonhos me levariam
a alcançar as estrelas .
Mas antes amarrei meu pé numa tênue linha de fé , para voltar e não me perder dentro de mim .
E entre as mais belas estrelas caminhei , vi os meus que se foram antes de mim , não os despertei .
Segui mais à frente deparei-me com a Lua , mas ela ainda estava nua , e os anéis de Saturno alcancei .
Seus gases inebriavam minha alma caliente , olhei para baixo e vi minha janela aberta novamente .
E eu estava ausente , ausente de mim , e não podia fugir , e nem fingir que meu mundo era ali .
Pelo menos ainda não ...
E a linha de minha fé ainda no meu pé , fui puxando , puxando e acabei
voltando .
Retornando ao mundo real em que vivo , olhei de novo ao redor , tudo normal , tudo igual .
Mas minha janela , o portal para dentro de mim , estava aberto às estrelas que de novo estarão a esperar por mim .
Adriana Noronha
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Cabelo
Hoje ela saiu para clarear as ideias ,
seus pés teimavam em não obedecer .
Eles queriam levá-la para bem longe dali ,
qualquer lugar , um lugar qualquer .
Mas claro , que Clara fez somente o que
queria fazer .
Mas um vento passou , pra ela olhou e seu lindo
cabelo ele pintou .
Da cor da brasa ele ficou , e assim numa cor febril
o Mundo para ela se abriu .
Ser menina é assim , ser menina sim , ser ela mesma
do começo ao fim .
E o cabelo ?
É o que menos importa .
Eles apenas servem para esconder o mistério dos
pensamentos que não ficam atrás da porta .
Clara evidentemente é vidente de seus pensamentos
que em brasa queimam sua mente .
Um cabelo não é nada à frente e de uma cabeça
eloquente .
Adriana Noronha
Hoje ela saiu para clarear as ideias ,
seus pés teimavam em não obedecer .
Eles queriam levá-la para bem longe dali ,
qualquer lugar , um lugar qualquer .
Mas claro , que Clara fez somente o que
queria fazer .
Mas um vento passou , pra ela olhou e seu lindo
cabelo ele pintou .
Da cor da brasa ele ficou , e assim numa cor febril
o Mundo para ela se abriu .
Ser menina é assim , ser menina sim , ser ela mesma
do começo ao fim .
E o cabelo ?
É o que menos importa .
Eles apenas servem para esconder o mistério dos
pensamentos que não ficam atrás da porta .
Clara evidentemente é vidente de seus pensamentos
que em brasa queimam sua mente .
Um cabelo não é nada à frente e de uma cabeça
eloquente .
Adriana Noronha
Ser eu é foda
Como é possível sentir saudade daquilo
que nunca vivi ?
É assim que funciona minha mente humanamente
mentirosa .
Meus quinze anos foi uma festa maravilhosa ,
eu tenho saudades sim , só que não existiu .
Para os convidados sim , para mim a festa era mais
longe , dali longe .
Eu não queria crescer , florescer , queria mesmo era
permanecer ...
Mas a permanência da audiência da conferência não
permitiu .
E veio o vento e me levou , e bem longe fui aportar ,
fiquei longe do mar .
Longe de tudo que me viu se criar , e minha mente
humanamente mentirosa .
Me enganou quando chorei , ela me dizia que eu apenas ria
e que para sempre feliz seria .
Seria , não é ser .
Ser eu é foda !
Todos pensam que sou de boa fé , ledo engano dos cegos
sou vil , má , perversa , maquiavélica .
Sou eu assim , e ser eu é foda .
Tudo em mim é fora de moda e meus modos são rudes , grudes ou
iludem a mim .
Sei que sou pouca coisa , mas sou tudo aquilo que pude ser , sem
precisar ser ninguém além de mim .
Acho ... acho não , tenho certeza que foi assim que pude sobreviver
entre eu e o meu antológico ser.
Ser eu e ser assim o começo sem meio , muito distante do fim .
Adriana Noronha
Como é possível sentir saudade daquilo
que nunca vivi ?
É assim que funciona minha mente humanamente
mentirosa .
Meus quinze anos foi uma festa maravilhosa ,
eu tenho saudades sim , só que não existiu .
Para os convidados sim , para mim a festa era mais
longe , dali longe .
Eu não queria crescer , florescer , queria mesmo era
permanecer ...
Mas a permanência da audiência da conferência não
permitiu .
E veio o vento e me levou , e bem longe fui aportar ,
fiquei longe do mar .
Longe de tudo que me viu se criar , e minha mente
humanamente mentirosa .
Me enganou quando chorei , ela me dizia que eu apenas ria
e que para sempre feliz seria .
Seria , não é ser .
Ser eu é foda !
Todos pensam que sou de boa fé , ledo engano dos cegos
sou vil , má , perversa , maquiavélica .
Sou eu assim , e ser eu é foda .
Tudo em mim é fora de moda e meus modos são rudes , grudes ou
iludem a mim .
Sei que sou pouca coisa , mas sou tudo aquilo que pude ser , sem
precisar ser ninguém além de mim .
Acho ... acho não , tenho certeza que foi assim que pude sobreviver
entre eu e o meu antológico ser.
Ser eu e ser assim o começo sem meio , muito distante do fim .
Adriana Noronha
terça-feira, 25 de junho de 2013
Cantar na rua
Ontem procurei a Lua , lá da minha janela , mas
não pude vê-la .
Então no meio da noite saí , caminhei , procurava
entre as coisas do Mundo .
Mas , como ?
Fui muito longe , muito longe de mim , então
cansada de caminhar pela vida , sentei .
De tão cansada , deitei , e uma brisa quente
envolveu-me o corpo .
Um calor subiu pelas entranhas de minh'alma ,
e senti que ainda vivia .
É , ainda sou um pedaço de gente !
E assim fui catando , as migalhas de vida que estavam
ao meu redor e fui em frente .
Caminhei entre muita gente , procurava voce , procurava
o por quê .,
Porque me abandonastes ?
Mas agora não importa , eu já fechei a porta , é , a porta
fechou , travou , enferrujou , empenou , lacrou .
Por isso saio a procura da Lua , essa tu não apagou , teu
brilho é escuro , entre tu e eu há um muro .
E eu juro ,enquanto viver nunca mais te procuro !
E caminhei mais à frente , e num mar quase submersa ,
achei minha Lua .
Que fazes ai ?
Fui tu menina , que quase me afoga nas lágrimas tuas .
Me tira daqui , que sou a tua Lua .
Não chores mais ,
toca tua vida e vem cantar de novo na rua .
Adriana Noronha
Ontem procurei a Lua , lá da minha janela , mas
não pude vê-la .
Então no meio da noite saí , caminhei , procurava
entre as coisas do Mundo .
Mas , como ?
Fui muito longe , muito longe de mim , então
cansada de caminhar pela vida , sentei .
De tão cansada , deitei , e uma brisa quente
envolveu-me o corpo .
Um calor subiu pelas entranhas de minh'alma ,
e senti que ainda vivia .
É , ainda sou um pedaço de gente !
E assim fui catando , as migalhas de vida que estavam
ao meu redor e fui em frente .
Caminhei entre muita gente , procurava voce , procurava
o por quê .,
Porque me abandonastes ?
Mas agora não importa , eu já fechei a porta , é , a porta
fechou , travou , enferrujou , empenou , lacrou .
Por isso saio a procura da Lua , essa tu não apagou , teu
brilho é escuro , entre tu e eu há um muro .
E eu juro ,enquanto viver nunca mais te procuro !
E caminhei mais à frente , e num mar quase submersa ,
achei minha Lua .
Que fazes ai ?
Fui tu menina , que quase me afoga nas lágrimas tuas .
Me tira daqui , que sou a tua Lua .
Não chores mais ,
toca tua vida e vem cantar de novo na rua .
Adriana Noronha
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