terça-feira, 27 de maio de 2014




Mais uma noite se foi ,e ficou escrito no livro da vida ,da nossa vida que outrora foi perfeita ,que os bons tempos podem voltar, todos ao redor de uma enorme mesa de tampo de madeira e pes de ferro .

Onde ali fomos crescendo , nos transformando e sumindo uns dos olhos do outros , mas continuamos uma vez ou outra a nos acharmos ao redor dessa velha mesa ...
Mesmo banco ,mesmas panelas , e o mesmo cheiro daquela comida que hoje e feita por outras maos .
E assim sera por todo o tempo em que a MATRIARCA insistir em existir , nos filhos e filhas da Maria Justa seremos sempre " unidos ao seu redor " .
E aquelas arvores nos salvara de nos mesmos , e seremos os mesmos irmaos e irmas de sempre , alegres ,unidos ,e livres de todas as mazelas do mundo adulto .
Do adulto mundo que nos transforma em silvicolas , em pessoas robotizadas , e cegas pela ganancia de ter sempre mais ,de querer dominar ,ou se transformar em opressor ,para nao ser oprimido .
Para o tempo que eu quero viver mais um pouco perto de voces ...
A vida deveria ser facil de viver , deveria sempre ser domingo embaixo daquela mangueira e nossa vida seria uma eterna brincadeira .

Adriana Noronha

sábado, 26 de abril de 2014

Foto: Sem ponto final 

Quero escrever outras historias , 
num livro de  brancas paginas ...
Devo esquecer minhas memorias ?
De repente lanço meu lapis no papel e ele guia 
minha mao , desenha minha letra ja desenhada e vai , desliza ,vira , volta , para e solta o verbo , o adjetivo , muitos substantivos , uma virgula vem , dois pontos tambem , assim eu vou , alias , levada sou ...
Passo perto de minha infancia , uma casinha minuscula , depois um casarao , um enorme quintal , muitas roupas coloridas no varal , e sempre o eterno fogao , muita fruta que cai no chao , muitas almas , pantomias e assombraçao .
Muita gente algaravia confusao , meninos , meninas , bicicletas , colegio , nataçao , mar , quartel , carnaval , Sao Joao , dia de finados , natal ...
Ah o Natal ! 
O tao esperado natal , peru , vinho , arvore , presentes , e sempre um longe , um ausente , muito melancolico , missa do galo , casa cheia de gente , cheia de nos !
Ate que todos crescem , o primogenito acorda morto em pleno natal , Deus errou o alvo .
E assim a vida segue , se vai o pai , mais um e ceifado , e mudam-se os reis , elas tomam as redeas , seguram o nosso  Mundo como Atlas , e nos erguem outra vez , agora e das mulheres a vez ...
E o lapis me engana , eu nao tenho historias , so tenho memorias de um tempo perdido , solto ao vento , e nao lamento , pois viveria tudo outra vez , faria do mesmo jeitinho , entraria de novo no mesmo ninho .
Mesma casa , mesma mae , mesmo pai , e os mesmos treze irmaos , seria aquela feliz menina , e continuaria a ser assim por todo o breve longo tempo de minha vida  ...
E as reticencias me acompanhariam doravante e o ponto final nunca aparecia , e assim para sempre seria .
Sem ponto final 

Quero escrever outras historias , 
num livro de brancas paginas ...
Devo esquecer minhas memorias ?
De repente lanço meu lapis no papel e ele guia 
minha mao , desenha minha letra ja desenhada e vai , desliza ,vira , volta , para e solta o verbo , o adjetivo , muitos substantivos , uma virgula vem , dois pontos tambem , assim eu vou , alias , levada sou ...
Passo perto de minha infancia , uma casinha minuscula , depois um casarao , um enorme quintal , muitas roupas coloridas no varal , e sempre o eterno fogao , muita fruta que cai no chao , muitas almas , pantomias e assombraçao .
Muita gente algaravia confusao , meninos , meninas , bicicletas , colegio , nataçao , mar , quartel , carnaval , Sao Joao , dia de finados , natal ...
Ah o Natal !
O tao esperado natal , peru , vinho , arvore , presentes , e sempre um longe , um ausente , muito melancolico , missa do galo , casa cheia de gente , cheia de nos !
Ate que todos crescem , o primogenito acorda morto em pleno natal , Deus errou o alvo .
E assim a vida segue , se vai o pai , mais um e ceifado , e mudam-se os reis , elas tomam as redeas , seguram o nosso Mundo como Atlas , e nos erguem outra vez , agora e das mulheres a vez ...
E o lapis me engana , eu nao tenho historias , so tenho memorias de um tempo perdido , solto ao vento , e nao lamento , pois viveria tudo outra vez , faria do mesmo jeitinho , entraria de novo no mesmo ninho .
Mesma casa , mesma mae , mesmo pai , e os mesmos treze irmaos , seria aquela feliz menina , e continuaria a ser assim por todo o breve longo tempo de minha vida ...
E as reticencias me acompanhariam doravante e o ponto final nunca aparecia , e assim para sempre seria .

sexta-feira, 25 de abril de 2014


Nao somos , sumimos


Olho la distante e vejo como fomos ,
dias cheios de vida , crianças correndo , derrubando tudo , passando por baixo da mesa , gritando , e sorrindo quando brigamos .
E de noite um sono tranquilo , o sereno calmo embalando a rede , e a tv ligada pra nimguem .
Ai pergunto !
O que fizemos a nos ?
O meu amor era so deles , dois coraçoes que tambem eram meus ...
Ai veio voce e que nao acreditou em nos !
E desuniu nossos mundos ...
E se foi , sumiu .
Posso morrer de amor .
Mas por amor tambem posso calar ...
E em meus sonhos , ve-los de novo aqui chegar .
Voce separou nossas estradas .
Entao deixa assim ...
Eu te perdi a fe .
Eu ja estou de pe ...
Eu , eu , eu sou so eu .
Na vem , nao volta , vai adiante .
Tu , tu , tu e so tu mesmo .
Tu e eu nao somos mais nos .
Ja fomos pra longe ,
longe de nos .
Somos eu sem tu
Somos tu sem eu .
Nao somos mais nos .
Nos nao somos mais .
E onde voce estiver eu nao estarei .
Talves eu pense que por um momento que tu pensas em mim .
E talvez tu acredites que penso em ti .
Ledo engano .
So sobrou o abandono .
Eu consigo apagar voce da minha vida .
Somente voce apago .
E aqueles dois coraçoes eu guardo .
Guardo em mim ,
pois acredito nao ser tao ruim assim .
Adriana Noronha

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Fantasmas

Fantasmas 



Só quem viveu e ainda vive lá naquele encantado lugar
pode entender esses raios de vida .
Talvez sejam rastros daqueles que se foram, e que teimam
em voltar ,vez em quando .
Voltam em forma de brisa , ou como uma gota de orvalho
que mancha a branca camisa .
Ainda posso ouvir o barulho das crianças correndo e brincando,
a chuva no telhado escorregando
os cajus de tão maduros caindo,
a ventania agitando os altos coqueiros,
e da cozinha sentia aquele cheiro ,
cheiro de café quentinho
leite derramando
o carteiro chamando e a carta entregando,
as moças se enfeitando e encantando,
os rapazes de olho ,sempre espreitando,
a mamãe vigiando e espantando
papai ali, sempre calado, labutando,
e botando comida na mesa para aquele bando pueril.
E assim a vida fluiu
crescemos
e tudo sumiu...
E sobraram os encantados fantasmas que passeiam
de noite
e as vezes de dia,
procuram de novo aquela antiga harmonia.
Então, de noite, depois de viver minha real vida
durmo,
e em meus sonhos,
volto pra casa,
e vivo novamente
minha encantada vida .
Minha vida
encantada
vivo novamente ...

quarta-feira, 12 de março de 2014

Apagar voce 

Muitos dias se passaram , se foram , findaram 
o tempo alonjou , e nao voltou ...
Agora recordo os amores que perdi , os amores 
ceifados violentamente , ferrozmente ...
Conscientemente jogados fora !
Os sorrisos foram apagados , ficamos de um jeito calados
calados ficamos .
Nossos amores terminaram no escuro , sozinhos , e o tempo
passou e apagou o que tinhamos de bom .
Ah !
Como eu morria de amor !
E a maquina da vida , ficou esquecida , ela nao sabe mais
nossas roupas coser .
Estamos nus , com a alma descoberta , ao vento , no meio da
ventania fria , da fria ventania .
E assim sera , e sera assim para todo o sempre que nos resta das nossas vidas ,
mais dias passaram !
E seremos que nem folhas secas , que apenas rolam , rolam
por caminhos que levam a lugar nenhum .
E vamos rolando , rolando , nos quebrando , quebrando-nos ao
cair no chao duro de nosso orgulho ...
Somos iguais ?
Somos nao !
Minha alma ainda me pertence .
Minha alma ainda voa ...
Eu posso apagar voce ...
Em minha breve vida longa , vou ficar bem longe dai ,
eu te quero um bem , longe de mim ...
Nao recordo de nada mais ,
o que fomos , agora jaz ...


Adriana Noronha

terça-feira, 11 de março de 2014

Longe de ti

E minha Lira Delirante , me acorda fazendo ecoar um 
som estridente ...
Teu espirito apagado , sem brilho e sem luz , 
regojiza-se com aqueles acordes arranhados e enfadonhos !
E em meus sonhos medonhos , te vejo , criatura vil de 
lindo sorriso .
Tua face e pura , gentil , branda , mas tua mente inflama 
um mal gigantesco .
A todos engana , a todos atrasa , a todos arrasa , tua alma 
traiçoeira e lodenta ...
Tua alva pele , esconde a escuridao de tua mente doentia , 
tua mente , tu mente , so mente ...
Transforma minha Lira , em arrames farpados em farpados 
arrames ...
E o silencio paira sobre meu corpo inerte ...
Mas minha alma voa 
como um corpo celeste , 
e saio daqui ,
vou pra longe de ti ...

Adriana Noronha

domingo, 2 de março de 2014

Balanço

Onde mora a felicidade ?
A minha morava ali naquele quintal , naquela
arvore gigante ...
Voce ja abraçou uma arvore ?
Nao !
Te chamariam de louco , maluco , doido mesmo .
Mas num belo dia ao acordar ela estava enfeitada com
um lindo balanço !
Ah !
E no balanço uma rosa Dalia lilas , olhei ao redor ninguem
ninguem mesmo ...
Mas sabia que era obra do papai , pois no laço havia uma marquinha
da graxa de suas maos , maos que entortava ferros ...
Mas que moldava tambem sonhos ...
Sentei-me , ajustei-me , tirei meus pes do chao , e fui , fui
ao mais alto de mim ...
E encostava meus dedos nas nuvens , voltava , ia de novo , vinha
voltava , ia de novo ...
E assim esquecia que o Mundo existia , envergava meu corpo para
sentir os cabelos arranhando a areia .
E as nuvens passavam , a Lua vinha , o Sol alegrava e energizava
aquele lugar ...
Mas um dia veio a noite , adormeci e acordei no mundo de gigantes ,
chamados adultos , eu era um deles , e crescera ...
E os ventos vieram , misturaram tudo , e mudaram as cores do lugar ,
entao parei de embalar meus sonhos ...
Mas fui feliz , e minhas lembranças me levam onde sempre estive ,
perto das nuvens !
Perto de mim e mais perto ainda de um pai que
falava pouco , mas fazia muito ...
Fazia muito e falava pouco ...

Adriana Noronha