Ah!
Como me sinto fraco
diante da opressão
desses seres opacos .
Respiro ordens ,
comandos ,
manipulação .
Sou fruto da
não afirmação .
Só ouço a palavra
NÃO .
Não devo.
Não posso.
Não penso.
Não vou.
Não falo.
Não existo.
Não devo ser.
Não posso viver.
Não sinto.
Não vou longe.
Não falo, só calo .
Não existo .
Então desisto .
domingo, 31 de julho de 2016
O que são palavras vazias ?
O vazio existe entre as palavras ?
Eu não sei dizer,
não sei calar
não sei viver,
não sei aprender,
e também não sei morrer .
E assim vou vagando,
nesse mundo vago,
onde não há vaga para mim .
E as palavras vazias preenchem
o meu oco pensamento
esse pensamento que vagueia
na minha alma alheia .
Alheia a tudo,
alheia ao Mundo .
um Mundo fundo
repleto de palavras vazias
e profundamente rasas e frias .
O vazio existe entre as palavras ?
Eu não sei dizer,
não sei calar
não sei viver,
não sei aprender,
e também não sei morrer .
E assim vou vagando,
nesse mundo vago,
onde não há vaga para mim .
E as palavras vazias preenchem
o meu oco pensamento
esse pensamento que vagueia
na minha alma alheia .
Alheia a tudo,
alheia ao Mundo .
um Mundo fundo
repleto de palavras vazias
e profundamente rasas e frias .
sábado, 30 de julho de 2016
Vi um arco-íris ao longe
e ele estava cheio de gente oprimida
cheio de gente querendo apenas viver a sua vida .
E vi tambem um povo opressor cheio de normas fingidas
cheio de normatividade que anulavam aquela gente colorida
e por vezes brutalmente reprimida .
E os opressores jogavam no arco-íris suas negras regras ,
suas regras negras de como se deve ser ,como se deve proceder
de como se deve viver e ser ...
Por tempos atrás fui opressora , por ter sido oprimida , e na minha lida
repeti as mazelas sofridas , as sofridas mazelas que ferem , corroem ,
destroem aquilo que somos .
E o arco-íris teve pra mim outro significado , o de lutar junto com aqueles
que tem no mundo um legado , o legado de lutar contra os opressores disfarçados
de boas criaturas, que no fundo são sub julgados pela própria existência de
ser aquilo que nunca foram e que nunca devem ser .
O arco-íris aumenta e suas cores absorvem o Mundo ,
eles só querem amar , e tambem serem amados , serem respeitados , serem
apenas o que são .
E os opressores devem se despir de sua falsa moral , sua moral falsa que por vezes
os tornam ,os ceifadores da vida daqueles que só querem amar , amar ,amar e o mar
de normatividades os afoga , e as ondas violentas da intolerância arrastam pro fundo
desse mar amargo suas vidas cheia de cores .
Deixando a vida cheia de dores ...
Quem sabe poderemos ver um arco-iris
cheio de gente
cheia de vida
cheio de gente apenas
querendo viver
sua colorida vida ...
e ele estava cheio de gente oprimida
cheio de gente querendo apenas viver a sua vida .
E vi tambem um povo opressor cheio de normas fingidas
cheio de normatividade que anulavam aquela gente colorida
e por vezes brutalmente reprimida .
E os opressores jogavam no arco-íris suas negras regras ,
suas regras negras de como se deve ser ,como se deve proceder
de como se deve viver e ser ...
Por tempos atrás fui opressora , por ter sido oprimida , e na minha lida
repeti as mazelas sofridas , as sofridas mazelas que ferem , corroem ,
destroem aquilo que somos .
E o arco-íris teve pra mim outro significado , o de lutar junto com aqueles
que tem no mundo um legado , o legado de lutar contra os opressores disfarçados
de boas criaturas, que no fundo são sub julgados pela própria existência de
ser aquilo que nunca foram e que nunca devem ser .
O arco-íris aumenta e suas cores absorvem o Mundo ,
eles só querem amar , e tambem serem amados , serem respeitados , serem
apenas o que são .
E os opressores devem se despir de sua falsa moral , sua moral falsa que por vezes
os tornam ,os ceifadores da vida daqueles que só querem amar , amar ,amar e o mar
de normatividades os afoga , e as ondas violentas da intolerância arrastam pro fundo
desse mar amargo suas vidas cheia de cores .
Deixando a vida cheia de dores ...
Quem sabe poderemos ver um arco-iris
cheio de gente
cheia de vida
cheio de gente apenas
querendo viver
sua colorida vida ...
sábado, 14 de maio de 2016
O encanto de desencantar
de acreditar desacreditando
de sorrir chorrando
de amar odiando
de correr parando
de viver morrendo
de sonhar nulos sonhos
de falar a verdade mentindo
de estar feliz sofrendo
de olhar e não ver
de tecer e desmanchar
de lavar o sujo
sujar o limpo
de virar cinza e petrificar a alma
minha mão na sua não
ternura medonha
criatura dantesca
esqueça lembrando sempre
o nada que me enche
o meu sim que tudo nega
a saudade que me invade
o punhal de teu opaco olhar
a sombra medonha
invadindo meu ego
o frio vento que me queima
meu corpo sem alma
sem viva alma
minha mão sem palma
a paz que não me acalma .
Um adeus brevemente longo
um trem sem trilhos
sem gente
e uma cabeça demente .
O que são verdadeiros irmãos ?
São aqueles que te protegem,
aqueles que te dão a mão no escuro,
e num simples olhar amansam teu coração ?
São aqueles que vão te buscar na escola,
te protegem das inevitáveis quedas,
e acreditam em você ?
São aqueles feitos da mesma carne ,
tem o mesmo sangue,
e comungam do mesmo nome,e sobrenome ?
aqueles que te dão a mão no escuro,
e num simples olhar amansam teu coração ?
São aqueles que vão te buscar na escola,
te protegem das inevitáveis quedas,
e acreditam em você ?
São aqueles feitos da mesma carne ,
tem o mesmo sangue,
e comungam do mesmo nome,e sobrenome ?
Ou são criaturas que ao sair ao mundo,
mudam sua índole pueril
enterrando toda aquela alegria infantil ?
São criaturas transformadas pelas mazelas da sociedade
e sem a mínima decência usam da mais fria maldade
agem por instinto parecendo LOBO FAMINTO.
O tempo comeu nossa fraternidade ,
nos jogou espalhados pelas cidades ,
não somos mais uma irmandade , talvez o peso da idade ,
com voracidade nos rasgou as carnes ,nos furou os olhos mareados
de salgadas lágrimas .
mudam sua índole pueril
enterrando toda aquela alegria infantil ?
São criaturas transformadas pelas mazelas da sociedade
e sem a mínima decência usam da mais fria maldade
agem por instinto parecendo LOBO FAMINTO.
O tempo comeu nossa fraternidade ,
nos jogou espalhados pelas cidades ,
não somos mais uma irmandade , talvez o peso da idade ,
com voracidade nos rasgou as carnes ,nos furou os olhos mareados
de salgadas lágrimas .
E assim eles reúnem-se num teatro macabro,numa casa sem vida,
pensando somente na partilha, esquecendo-se da vida ,da vida vivida em harmonia , esquecendo-se dos dias em que éramos meninos e meninas,
filhos e filhas .
pensando somente na partilha, esquecendo-se da vida ,da vida vivida em harmonia , esquecendo-se dos dias em que éramos meninos e meninas,
filhos e filhas .
Rogo a ti DEUS !
não me abandona,
me deixa acreditar que,
entre tantos ainda exista
um que me proteja
me dê a mão no escuro
e diga que acredita em mim
e num simples olhar amanse meu coração .
não me abandona,
me deixa acreditar que,
entre tantos ainda exista
um que me proteja
me dê a mão no escuro
e diga que acredita em mim
e num simples olhar amanse meu coração .
quarta-feira, 30 de março de 2016
Vejo , via
Não consigo enxergar as coisas boas da vida
as coisa boas de outrora ...
As coisas que vejo são todas efêmeras ,impalpáveis , intocáveis ,
virtuais , inexistentes e nulas .
Vejo bebês abandonados ,gerados numa noite alucinante e obscura
Vejo crianças perdendo a inocência , aprendendo muito cedo a maior mácula dos adultos ,a indecência .
Vejo os jovens vegetando em suas redes sociais que os carregam para um fosso profundo .
Vejo os pais perdidos ao vento ,querendo inutilmente acompanhar os novos negros tempos .
Vejo os idosos jogados à própria sorte ,alimentando um prole que não é sua ,esperando somente a hora da morte .
Vejo professores sem o ânimo na profissão ,passando em procissão para um lugar chamado colégio ,onde só há sortilégio .
Não consigo enxergar as coisas boas da vida
as coisas boas de outrora ...
Via bebês gerados com amor e cercados de carinho .
Via crianças no parque, nas ruas , brincando de amarelinha,tocando a campainha da vizinha e correndo alegre pela chuva de tardinha .
Via os jovens lutando por dias melhores , em suas passeatas pacíficas pedindo um mundo melhor , mais educação .
Via os pais trabalhando pelo pão de cada dia, e ao chegar em casa tudo era alegria ,pois sabiam que na escola seu filho ou filha evoluía .
Via os idosos rodeados de bons filhos e netos apaixonados que ouviam suas histórias fantásticas e cheias de fantasias e assombrações .
Via professores cheios de entusiasmo, que davam aulas recheadas de novidades, sabíamos o nome de todas as cidades do Mundo .
Não consigo enxergar as boas coisas da vida
a coisas boas de outrora ...
Fui eu também o culpado do Mundo ter girado ao contrário ?
Adaptei-me aos tempos ?
Perdi o encanto ?
Ou só fiquei no canto ?
Vendo tudo mudar ?
Olhando simplesmente o arco-íris apagar ...
Olhava,olhava,olhava
minha língua falava
ralhava
debochava
e o punhal da amargura veio pontiagudo ,pondo fim às coisas boas da vida ,as coisa boas de outrora .
as coisa boas de outrora ...
As coisas que vejo são todas efêmeras ,impalpáveis , intocáveis ,
virtuais , inexistentes e nulas .
Vejo bebês abandonados ,gerados numa noite alucinante e obscura
Vejo crianças perdendo a inocência , aprendendo muito cedo a maior mácula dos adultos ,a indecência .
Vejo os jovens vegetando em suas redes sociais que os carregam para um fosso profundo .
Vejo os pais perdidos ao vento ,querendo inutilmente acompanhar os novos negros tempos .
Vejo os idosos jogados à própria sorte ,alimentando um prole que não é sua ,esperando somente a hora da morte .
Vejo professores sem o ânimo na profissão ,passando em procissão para um lugar chamado colégio ,onde só há sortilégio .
Não consigo enxergar as coisas boas da vida
as coisas boas de outrora ...
Via bebês gerados com amor e cercados de carinho .
Via crianças no parque, nas ruas , brincando de amarelinha,tocando a campainha da vizinha e correndo alegre pela chuva de tardinha .
Via os jovens lutando por dias melhores , em suas passeatas pacíficas pedindo um mundo melhor , mais educação .
Via os pais trabalhando pelo pão de cada dia, e ao chegar em casa tudo era alegria ,pois sabiam que na escola seu filho ou filha evoluía .
Via os idosos rodeados de bons filhos e netos apaixonados que ouviam suas histórias fantásticas e cheias de fantasias e assombrações .
Via professores cheios de entusiasmo, que davam aulas recheadas de novidades, sabíamos o nome de todas as cidades do Mundo .
Não consigo enxergar as boas coisas da vida
a coisas boas de outrora ...
Fui eu também o culpado do Mundo ter girado ao contrário ?
Adaptei-me aos tempos ?
Perdi o encanto ?
Ou só fiquei no canto ?
Vendo tudo mudar ?
Olhando simplesmente o arco-íris apagar ...
Olhava,olhava,olhava
minha língua falava
ralhava
debochava
e o punhal da amargura veio pontiagudo ,pondo fim às coisas boas da vida ,as coisa boas de outrora .
terça-feira, 15 de março de 2016
Tô de saco cheio do Mundo lá fora .
do barulho das mentes ocas ,
da sinfonia de buzinas enlouquecidas,
tenho medo dos latrocidas .
Não passo mais naquelas ruas estreitas,
lá espreitam minha bolsa,
teu tênis,
e aquilo chamado celular .
As crianças são cobiçadas,
as mulheres bulinadas,
os homens mortos por jovens tortos,
nas esquinas sombrias .
Nas escolas compramos drogas,
nas salas alunos sem rumo,
professores sem prumo,
enquanto a educação rumina ...
Procuro as flores,
elas estão cheias de fétidos odores,
as arvores respiram fuligem,
e banham-se de ácidas chuvas .
Olho ao longe ,ao infinito,
e não vejo mais o horizonte,
nem os belos montes ,
nem monges .
A multidão passa num vai e vem,
e freneticamente andam e andam e andam,
e não se encontram , não se contam,
apenas se esbarram ,se chocam , mas nunca se tocam.
Tô de saco cheio do Mundo lá fora
Então me tranco
não sinto o vento
não vejo o tempo ,
não saio ao sol ,
não vejo a lua ,
e minh'alma se esvai,
meu espírito sai,
eu não sou ,
não estou
e nem vou
não amo
não odeio
não leio ...
Tô tambem de saco cheio desse mundo que há dentro de mim ...
do barulho das mentes ocas ,
da sinfonia de buzinas enlouquecidas,
tenho medo dos latrocidas .
Não passo mais naquelas ruas estreitas,
lá espreitam minha bolsa,
teu tênis,
e aquilo chamado celular .
As crianças são cobiçadas,
as mulheres bulinadas,
os homens mortos por jovens tortos,
nas esquinas sombrias .
Nas escolas compramos drogas,
nas salas alunos sem rumo,
professores sem prumo,
enquanto a educação rumina ...
Procuro as flores,
elas estão cheias de fétidos odores,
as arvores respiram fuligem,
e banham-se de ácidas chuvas .
Olho ao longe ,ao infinito,
e não vejo mais o horizonte,
nem os belos montes ,
nem monges .
A multidão passa num vai e vem,
e freneticamente andam e andam e andam,
e não se encontram , não se contam,
apenas se esbarram ,se chocam , mas nunca se tocam.
Tô de saco cheio do Mundo lá fora
Então me tranco
não sinto o vento
não vejo o tempo ,
não saio ao sol ,
não vejo a lua ,
e minh'alma se esvai,
meu espírito sai,
eu não sou ,
não estou
e nem vou
não amo
não odeio
não leio ...
Tô tambem de saco cheio desse mundo que há dentro de mim ...
Pra voce minha querida prima Cleopatra Albuquerque
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