terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Você vai ouvir notícias minhas
pensavas que eu dormia , talvez ...
Mas enquanto dormia , clamava por aquele que nunca me abandonou ,
clamava por aquele que de noite ou de dia ,,
via o que tu fazias .
Criatura de baixa estatura , de baixa moral,que possuía lacaios tal e qual ,
criatura torpe, larápio de dignidade alheia,
lançou uma teia lodosa escorregadia.
Criatura de vida vadia, entregou-se a vaidade, cultivou a luxuria, aliciou ,
roubou,mentiu, procrastinou,
comprou e vendeu o que não era teu .
Jogou fora tudo que teu pai e mãe ensinaram,
não seguiu o caminho das flores,
o caminhos dos bons odores .
Tua alma fétida ainda ronda meus caminhos,
mesmo longe, o rastro de tuas más ações
aparecem aqui ,acolá ...
É chegada a hora de te derrubar de vez, pelas maldades que tu me fez,
pelas maldades que fazes aos teus lacaios cegos, q
ue afundarão junto contigo .
Que caia sobre ti a rede que me lançaste, eu subi, subi e tu fostes banido ,
caiu na própria armadilha, perdeu a sua matilha,
não és mais o chefe da ORDA .
Querias transformar um bom lugar na tua alcova,
porém achou alguém mais forte que tu,
criatura de baixa estatura ...
Eu voei, mostre-lhe minha envergadura,
pra você o céu não era o limite.
O céu era o meu refúgio a minha fortaleza,das quedas que me deu,
meu espírito se ergueu , minha alma se fortaleceu,
agora sou eu e Deus .
Meu pai minha mãe, não estão mais ao meu lado,
mas aprendi e vivi tudo que eles me ensinaram ,
sejas honesta e acredite sempre em você .
Que as amarguras que sofri,venham em dobro pra ti ,
que as pessoas que te apoiaram caiam também junto contigo ,
afinal não sou santa,não sou mártir .
O perdão não existe em mim, e aqueles que a mim pediram perdão ,
deixo Deus decidir ,
ele sabe onde está a verdade .
E a tua verdade é a
mentira dita, cem vezes .
Ao tentar me alcançar ,
tu criatura criatura de baixa estatura,
não vistes o tamanho da queda,
nem viste do meu voou a altura .
__Adriana Noronha
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Ela saiu ao vento
foi desafiar o tempo
foi a procura de alento .
Todas as promessas foram
esquecidas
naquela vida diluída.
E lá se foi a menina
ela saiu ao vento foi
procurar
seu alimento .
Tocou as nuvens
acariciou a brisa
sentiu a vida .
Ouviu o som
da arpa delirante .
Voou nas asas
do dourado
cavalo alado .
Alcançou o celeste céu
mas ele não
era seu .
Avistou o breu da noite
dark breu ,
não sou eu ...
Quis voltar !
Mas antes conseguiu roubar
todas as cores daquele lugar
chamado arco-íris .
Então do transe acordou
e ela chorou e de seus olhos
o azul jorrou .
Porém de novo
ela sairá ao vento
desafiara o tempo
a procura de alento .
foi desafiar o tempo
foi a procura de alento .
Todas as promessas foram
esquecidas
naquela vida diluída.
E lá se foi a menina
ela saiu ao vento foi
procurar
seu alimento .
Tocou as nuvens
acariciou a brisa
sentiu a vida .
Ouviu o som
da arpa delirante .
Voou nas asas
do dourado
cavalo alado .
Alcançou o celeste céu
mas ele não
era seu .
Avistou o breu da noite
dark breu ,
não sou eu ...
Quis voltar !
Mas antes conseguiu roubar
todas as cores daquele lugar
chamado arco-íris .
Então do transe acordou
e ela chorou e de seus olhos
o azul jorrou .
Porém de novo
ela sairá ao vento
desafiara o tempo
a procura de alento .
domingo, 8 de janeiro de 2017
Panos de prato
Tudo estava calmo , o vento havia parado ,as arvores estáticas ,
e o calor queimava os arredores, a poeira passava ao longe, e nós ali confortavelmente unidos na sala , unidos pelo sangue , unidos na sala ...
E os cachorros ladram,ladram, ladram até nos chamar a atenção.
Alguém se levanta e vai ver o que é .
E porta adentro surge alguém .
Pulou a cerca ?
Pulei !
E ela só queria um lugar com gente .
E ela só queria conversar .
E ela chorou sua solidão .
E ela chorou seu abandono .
E eu só pude ouvi-la .
E eu só pude abraça-la .
E aquilo foi o bastante , lhe sorri , lhe sorri , e não enxuguei suas
lágrimas, a deixei chorar , deixei que ela jogasse fora o gosto salgado da sua solidão .
E assim acalmei seu impeto de sair sem rumo,sem direção, sair da própria vida,sair sem volta,sair de si,e não encontrar o que procura.
Acalmei seu surrado coração .
Que tal uma taça de vinho ?
Sentamos numa mesa cheia de tintas,pinceis, linhas de bordar, desenhos, papel carbono, uma máquina de custura, eu ouvindo suas histórias,enquanto pintava meus panos de prato .
E assim pintei mais um dia de minha vida,onde alguém queria apenas falar,falar e falar .
E dessa vez eu ouvi, ouvi e ouvi .
Aprendi ontem que precisamos também ouvir, justo eu, que falo mais que a mulher do leite .
Ouvi,ouvi o que realmente significa a palavra solidão ,e eu nunca, nunca mais vou deixá-la sem um simples bom dia .
Estarei sempre ali, só pra ouvir,ouvir, e ver sua solidão se esvair .
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Agouro
E eis que o seu rastro maligno,reaparece
apesar de banido para bem longe .
Aquela criatura rasteira,fétida e de conduta duvidosa,
deixa suas maldades explícitas, em rasgadas folhas.
E seus lacaios,ali espreitando aquela que não temeu
o mal, mas o enfrentou,o desafiou,desdenhou daquilo
que se imaginava gente .
Criatura rasteira,que outrora deva ter sido alguém,para
transformar-se apenas em algo,nada mais que algo.
Um algoz fraco, sem forças suficientes para vencer o
bem,fraco o suficiente para conquistar tisgas criaturas.
Seus maus olhos desmanchavam a candura,via apenas
carne,carne,carne...
Era voraz e podre.
Pobre homem de baixa estatura, nunca terá ou verá ou
alcançará a altura dos anjos celestes.
Tu não sabes pra que viestes...
Não serves
São vermes,
criatura rasteira,
no seu submundo imundo,
mergulhas dentro de tua nula e indecente existência.
E ela de longe corre livre,
e vive,
vive longe do teu mal agouro...
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Apodrecido
É muito fácil morrer .
difícil mesmo é manter-se entre os vivos .
É muito fácil digladiar-se .
difícil mesmo é baixar a voz .
É muito fácil observar o outro
e dificílimo olhar-se no espelho .
O espelho mostra o quão somos
hediondos
egoístas
arrogantes
estúpidos
ignorantes
bossais
diabólicos
neuróticos
enganadores de si mesmos .
Assim como Narciso
amamos a imagem
daquilo que não somos
e nos afogamos
nessa paixão
pelo ser perfeito
que nunca
existiu
existe
existirá .
E a aguá cristalina reflete
a ilusão do ser
perfeitamente lindo por fora
e apodrecido por dentro .
difícil mesmo é manter-se entre os vivos .
É muito fácil digladiar-se .
difícil mesmo é baixar a voz .
É muito fácil observar o outro
e dificílimo olhar-se no espelho .
O espelho mostra o quão somos
hediondos
egoístas
arrogantes
estúpidos
ignorantes
bossais
diabólicos
neuróticos
enganadores de si mesmos .
Assim como Narciso
amamos a imagem
daquilo que não somos
e nos afogamos
nessa paixão
pelo ser perfeito
que nunca
existiu
existe
existirá .
E a aguá cristalina reflete
a ilusão do ser
perfeitamente lindo por fora
e apodrecido por dentro .
Língua
A pior guerra é aquela
travada por nós mesmos
A pior mácula é criada
por nós mesmos
Palavras ferinas
saem de nossas bocas
Desferimos sons e
ruídos tenebrosos
O sangue ferve
envenenando o corpo
O coração desmancha-se
em lavas incandescentes
Os outros são os outros ...
As nuvens escurecem
a alma
As águas turvas
afogam as emoções
Ouvimos só sons
de trovões
Grilhões ferem a
fraca carne fraca .
A alma é opaca
O pior punhal tem
uma forma
pontuda
tenra
e úmida
A língua
fere
esfola
degola .
E a vida se esvai
não flui .
E tudo se acaba
antes do fim .
Enfim somos apenas
aquilo que somos .
Somos o tudo
repleto de nada .
E o nada nos preenche
a nula existência divina .
Adriana Noronha
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Veinha da carimã
E ela passava bem cedinho pela rua ,com seu balde de alumínio que reluzia aos primeiros raios de Sol ,ornado de um pano alvinho , que mais parecia um pedaço das nuvens .
E a mamãe fazia um de nós ,ir ao portão atucalhar a veinha da carimã , cabelos longos presos a um cocó no alto de sua alva cabeça , corpo franzino , voz doce e de pouca sonoridade , uma alma tranquila que muito contribuiu para fortificar os filhos e filhas do Seu Brasil .
Tinha nome de flor , Flor Cecília ,
mas era mesmo conhecida como a veinha da carimã ...
E com suas mãos finas e enrugadas ,moldava os bolos da carimã alva e limpa , passava de uma mão para outra,
de uma mão para outra,
de uma mão para outra ,
num ritmo mágico e encantador , até formar as tão cobiçadas bolinhas de carimã .
Contava dez bolinhas generosamente espessas e lisas ,e recebia dez moedas ,e saia com um sorriso de grande satisfação ...
E assim foi por longos anos .
E o amanhecer era farto,
mingau de carimã ,
bolo de carimã ,
bolachinha de carimã,
café ,leite e a vida seguia ,fluía , e assim a gente vivia .
E de onde vinha a veinha da carimã ?
Que horas acordava ?
Teria filhos ?
Filhas ?
Até que um dia não veio mais ...
Para onde foi a Flor Cecília ?
Hoje me pergunto ...
Ele existia ?
Ou era somente ...
PURA MAGIA .
E a mamãe fazia um de nós ,ir ao portão atucalhar a veinha da carimã , cabelos longos presos a um cocó no alto de sua alva cabeça , corpo franzino , voz doce e de pouca sonoridade , uma alma tranquila que muito contribuiu para fortificar os filhos e filhas do Seu Brasil .
Tinha nome de flor , Flor Cecília ,
mas era mesmo conhecida como a veinha da carimã ...
E com suas mãos finas e enrugadas ,moldava os bolos da carimã alva e limpa , passava de uma mão para outra,
de uma mão para outra,
de uma mão para outra ,
num ritmo mágico e encantador , até formar as tão cobiçadas bolinhas de carimã .
Contava dez bolinhas generosamente espessas e lisas ,e recebia dez moedas ,e saia com um sorriso de grande satisfação ...
E assim foi por longos anos .
E o amanhecer era farto,
mingau de carimã ,
bolo de carimã ,
bolachinha de carimã,
café ,leite e a vida seguia ,fluía , e assim a gente vivia .
E de onde vinha a veinha da carimã ?
Que horas acordava ?
Teria filhos ?
Filhas ?
Até que um dia não veio mais ...
Para onde foi a Flor Cecília ?
Hoje me pergunto ...
Ele existia ?
Ou era somente ...
PURA MAGIA .
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